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Por André Costa
Revisão: Priscila


Como estréia em escrever colunas, iniciaremos com uma história real: um determinado pai às voltas com sua filha pré-adolescente. Este pai havia comprado um computador para uso comum em sua residência e, com o tempo, este travou, coisa bastante comum de acontecer. Antes disso, houve ainda problemas entre os dois em relação ao uso de um site de relacionamentos (mas essa é outra história a ser mostrada em outra oportunidade).

Essa menina, a tal pré-adolescente, precisava fazer um trabalho escolar. Então vamos ao impasse momentâneo: um trabalho a ser feito, sem computador nem internet. A menina disse ao pai que iria à lan house para buscar o material na rede e imprimir o dito. O pai, que como todos os pais exemplares, no início do ano letivo havia comprado os livros escolares e vários livros de apoio, disse à filha que, como havia bastante material em sua casa, fizesse do modo antigo: pesquisasse em livros e fizesse a mão. A menina tentou e ao aproximar a data de entrega ainda não havia feito o trabalho. O pai, ao ver essa situação, resolveu testar o conhecimento de sua filha fazendo um ditado, e começou: Amor, saúde, aparelho, telhado, constituição... Nessa palavra a menina travou, não sabia se era com “SS” ou com “ç”. O pai aproveitou a oportunidade de ensinar a filha e falou para ela procurar no dicionário a grafia correta da palavra. A menina também não sabia pesquisar no dicionário. Ao constatar o real conhecimento de sua filha, iniciou com aulas de reforço e tudo mais para reverter à situação.

Onde podemos chegar com essa história? O que este nobre colunista quer dizer com computadores travados e meninas que não sabem pesquisar em dicionário? Vamos lá então: o Computador, bem como internet e afins, tem se tornado acessível a praticamente todos no Brasil. Como toda moeda tem dois lados, com as facilidades oferecidas por essa ferramenta, estamos escrevendo menos e lendo menos. Por diversas vezes nós vemos algum tópico no Orkut (sim eu tenho “yogurte”) com algum vídeo com mais de 5 minutos ou algum texto com mais de 4 linhas e as respostas do usuários são: “Nem li, muito longo”ou algo do tipo. Na era da velocidade estamos ficando sem paciência para ver e entender o que está acontecendo ao nosso redor.






Não estou generalizando e nem afirmando que não devemos usar de tecnologia. O que digo é que o mundo já existia antes da era digital e se abandonarmos as coisas “velhas e ultrapassadas”, iremos perder no sentido cultural e social como um todo. Portanto, vejo que uma possível solução seria o uso do computador (internet, Word, games e etc.) em sua plenitude, mas de uma forma mais racional, utilizando também os meios antigos, seja lendo, seja conversando com familiares, amigos ou vizinhos ou algo que mais lhe agrade de forma que se adquira conhecimento que não tenha vindo da rede.

1 comentários:

Priscila Mondschein disse...

Aeeeee... até que enfim apareceu!
Tente escrever sempre, to colocando seu link nos meus blogs!
Beijo